
Vamos lá, preciso escrever. Não sei exatamente sobre o que quero falar hoje. Ando meio melancólica, mas isso não é novidade.
Hoje uma amiga colocou no facebook que ela sente falta dos dias em que o sono funcionava com um botão liga/desliga. Algumas pessoas recomendaram calmantes e remédios como Rivotril. Eu recomendei chá de camomila e exercícios.
Li na Trip uma matéria sobre o enorme número de pessoas que tomam Rivotril. Impressiona... e olha que o medicamento só é vendido com receita médica! Outra coisa que me impressionou foi ver a grande quantidade de jovens (na faixa dos 30 anos) fazendo uso desse remédio fortíssimo. A reportagem ainda faz uma abordagem, que eu concordo totalmente, falando que na sociedade atual as pessoas se sentem obrigadas a serem felizes 100% do tempo. São tantas revistas que mostram celebridades em suas belas casas, passando férias em Paris, fica implícito que momentos de tristeza são proibidos, feios, pra gente fraca e pobre! Tipo o slogan de um supermercado:"aqui é lugar de gente feliz". Como já diria Zeca Balero: "Sofrimento não é amargura, Tristeza não é pecado, Lugar de ser feliz não é supermercado".
http://revistatrip.uol.com.br/revista/187/reportagens/super-normal.html
Eu ando meio triste. Não tenho vergonha disso. Nunca fiquei tanto tempo desempregada. Isso me entristece, mas não é por isso que eu vou tomar Rivotril poxa. Desde quando o homem passou a ser tão fraco a ponto de recorrer a drogas sintéticas ao invés de encarar seu problema de frente? Com certeza existem pessoas que precisam desse tipo de medicamento por uma questão de saúde, mas boa parte recorre a droga por pura praticidade.
E pra falar de alguma coisa boa, sábado uma grande amiga volta pra Sampa depois de três meses em Buenos Aires. Não vejo a hora de revê-la! Caramba, o tempo é um conceito estranho e relativo. Parece que ela foi outro dia pra lá e já é quase meio do ano... mais um pouco é Natal. Será que eu vou estar trabalhando no Natal?
Estou pensando em fazer uma pós... Preciso justificar de alguma forma esse meu período digamos sabático (haha) em que eu estou parada e já cogitei tomar Rivotril.
Que mais? Ah, a vizinha nunca mais ouviu a TV no talo. O zelador falou com ela, tudo resolvido.
Pensei em escrever sobre a máquina de lavar que meu irmão deu de aniversário pra minha mãe. Fica pra próxima.
Sem considerações políticas hoje.
Beijos e queijos