segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só um biscoito vai, só unzinho, dane-se dá aqui o saco inteiro!


É então, it's been a while... aquela coisa de sempre né? Disciplina. Coisa chata essa história de disciplina, pior ainda quando você cresce e toma plena consciência do quão indisciplinada é e aí tenta drasticamente tornar-se uma pessoa disciplinada. Oito ou oitenta. Sempre.
Nunca gostei de academia, pessoas se olhando no espelho e fazendo pose e estufando o peito e murchando a barriga. Puta coisa ridícula. Narcizismo exagerado combinado a guerra fria de quem fica mais forte. A contradição é que durante muito tempo eu frequentei academia. Pura praticidade. Ia numa bem perto de casa, se eu tivesse que pegar carro aí que não ia mesmo. Não fazia musculação porque era onde se concentravam grande parte das pessoas que eu descrevi acima. Fazia as aulas. Bike, ioga, localizada, etc etc. E mesmo assim, se deixava de ir numa terça-feira não ia mais nenhum dia da semana. Indisciplina. Mesma coisa com regime, se como um pedacinho de chocolate já era, deixo pra começar o regime amanhã e no amanhã quase sempre acontece a mesma coisa. Cigarro então... meu máximo foi uma semana sem, agora estou novamente tentando parar e hoje é meu primeiro dia. Já tô doida pra acender um assim que terminar esse post.
Fraqueza né? Só pode ser fraqueza, porque não consigo perseverar e fazer aquilo que sei que me faz bem? Tenho uma admiração tão grande por pessoas disciplinadas. Meu irmão é super esportista, magro e tals e nunca, nunca, religiosamente põe nada na boca depois das 19h. Ok, de vez enquando ele pede uma pizza super ogra e lava a alma, mas assim, bem de vez enquando, digamos que o Brasil precisa ganhar de no mínimo três pra ele fazer tamanha loucura, mas não vou falar de Copa por enquanto.
Essas pessoas, as disciplinadas, devem atingir o nirvana quando fazem algo fora de suas regras e isso deve compensar a disciplina. Isso e o fato de ver a evolução que uma mudança de hábito causa em suas vidas.
E essa coisa da disciplina deve ter a ver com o retorno de saturno também, se até os quase trinta você foi uma pessoa indisciplinada, sempre fez o que bem entendeu de sua vida, comeu sempre o que quis, depois qualquer coisa era só ficar uns três dias sem comer muito que já resolvia, surpresa! Aos 28, 29, 30 essa mágica já não funciona mais. O corpo demora mais pra se recuperar de uma bebedeira, três dias sem comer, de nada adiantam para o vestidinho justo que você quer usar na festa. Surge a cobrança por ter feito 2 faculdades pela metade antes de decidir que profissão queria seguir e por ter ficado fora quase dois anos da sua vida morando em outro país e viajando por aí enquanto as pessoas da sua idade ralavam num ambiente corporativo para construir suas carreiras.
Hoje uma mina de seus quase trinta tem muito mais experiência de trabalho do que eu e está em outro nível da carreira, ganhando um dinheiro legal, pensando em filhos e numa segunda lua de mel com o marido. Em compensação eu já fui pra Micronésia. Putz, posso estar penando, passando por um deserto gigante sem cachorro, filho e marido e sem uma única gota d'água, mas não me arrependo das minhas escolhas. Paciência se achava que psicologia ou turismo eram a minha praia. Talvez até fossem e a indisciplina tenha me levado a outro caminho. Não importa... vivi coisas bem interessantes nos últimos dez anos que me fizeram ser quem eu sou hoje. E quem eu sou hoje? Sei lá, talvez saturno saiba! Sei que tenho um coração grande e que sempre que puder vou ajudar quem precise e que posso ser terrivelmente teimosa.
O que eu queria mesmo dizer é que sou muito feliz por ter vivido as experiências que vivi, especialmente as viagens.
Nunca vou me esquecer do meu último dia na ilha de Ko Tao. Pegamos um ônibus, que na verdade mais parecia um caminhãozinho onde as pessoas iam entrando e gritavam quando queriam descer. Estávamos só nós três indo para o píer, e aí entrou esse tio no ônibus. Uns 45 anos, rosto enrugado, pele morena e roupa rasgada. Perguntou de onde éramos em inglês e começou a puxar assunto. Falava inglês muito bem comparado ao resto da população local... não sei bem em qual momento da conversa ele comecou a falar de religião, maioria budista na Thai, sua origem chinesa e seu não gostar pelo presidente dos EUA: "he like make war, i like democracy". Depois escrevi para uma amiga falando:"R vc acredita nisso? Nossa me arrepiou inteira, não so pelo fato de eu tb não gostar de George Bush, mas por td... ele disse a palavra democracia!!! No fim do mundo, dentro de um caminhaozinho e de roupa rasgada. E a conversa toda foi mto interessante. Ele saltou do busao antes de chegarmos ao píer... fikei olhando ele ir embora e pensei q vivo minha vida para ter momentos como esse... acho maravilhoso as coisas q as pessoas tem pra contar...acho fascinante esbarrar com pessoas personagens pela vida". Enfim, essa passagem ilustra melhor que qualquer coisa que eu possa falar à respeito de experiências vividas versus horas no escritório respirando ar condicionado. Graças a minha indisciplina. Nesse caso saudável, no caso do cigarro não.
Hoje finalmente fui ao médico e arranquei uma bolota que eu tinha na perna (cisto sebáceo). Cara, tava com a bolota há uns três anos ali. A micro-cirurgia foi super simples, durou uns cinco minutos. Não vou contar aqui porque foi bem nojento... lembrei de uma amiga que adora espremer cravos e espinhas. Me senti tão bem quando saí de lá sem a bolinha. Deveria ter ido antes... Quem sabe agora eu não me motivo a parar de fumar.
Brasilzão u-hu! Três a um bem bacana.

terça-feira, 1 de junho de 2010

E desgraça meu bem, vende!


Tá frio né? Hoje foi o dia mais frio do ano em São Paulo. O termômetro chegou a marcar 13 graus!
Tempo bom pra beber chá, café, tomar uma sopinha... hummmm, dá uma preguiiiça de sair na rua e uma vontade enorme de assistir muitos e muitos filmes.
Domingo não estava tão frio, mas eu acordei com uma dorzinha de garganta chata e acabei ficando em casa quase o dia todo, tomei um chá daqueles vick pyrena e capotei.
Não sei se foi o chá, a noite de sábado mal dormida ou os dois que me derrubaram. Só sei que eu comecei a ver um documentário sobre Nelson Mandela e dormi. Quando acordei o filme já estava no final, droga! Perdi a chance de saber mais sobre essa pessoa admirável. Acabar com o apartheid, isso sim é fazer alguma coisa com significado na Terra.
Tudo bem, perdi o doc do Mandela mas acabei assistindo This is it. Nossa fiquei mal, chorei, pensei em tanta coisa... me deu um pouco de revolta do mundo. Devorei o filme, os extras e tudo que o Kenny Ortega ofereceu. Quem não viu, veja!
O filme mostra os bastidores do show que seria o último de MJ. A coisa ia ser super, mega, hiper. Enfim, não vou ficar fazendo resenha porque o que quero falar foi que fiquei extremamente tocada com a personalidade tranquila e carinhosa de Mike (brother). Mais do que rei do pop, um artista único, talentosíssimo e que assim como Nelson (brother 2) também deu sua contribuição para o mundo.
Massacrado pela mídia. Foi isso que me revoltou... ao longo do filme fui ficando emotiva lembrando as famigeradas notícias sobre MJ e crianças. Ódio! No fim eu já estava tão emocionada que cheguei a conclusão de que foi a mídia que o matou. A imprensa o deixou louco com tanto assédio e notícias duvidosas que a loucura desencadeou em doenças e depois à morte. Óbvio que o cara devia ter predisposição à loucura (é só olhar o histórico da infância dele) e esta foi elevada ao cubo com sucesso e assédio.
Vai-se Michael ficam seus eternos hits, mensagens de amor e cuidado com o planeta e a noção do quanto a mídia pode ser cruel a ponto de destruir reputações de pessoas inocentes. É preciso vender... e desgraça meu bem, vende! E muito bem.
E a Escola Base, hein? Aconteceu em 94. Vários veículos deram a notícia de que o perueiro da escola levava crianças para serem abusadas (durante o horário de aula) na casa de um casal. Depois por falta de provas o caso foi arquivado e vários órgãos de imprensa punidos. Como se isso fosse suficiente para apagar a mancha na reputação do casal, do perueiro, da escola... é muita irresponsabilidade... desgraça vende e fede.
Vou simplesmente mudar de assunto porque tá me dando uma sensação ruim igual ao dia do filme. Quem quiser dá um google pra ler mais sobre pedofilia, notícias mal apuradas, desgraças e afins. Tô meio ursinha carinhosa hoje e não quero me estender.
Feriado u-hu. To indo pra praia amanhã, diliça pura. Pode ficar esse friozinho, só não chove que aí estraga meu frescoball.
Sim, a saga do emprego continua... me ligaram ontem pra fazer uma entrevista numa agência de publicidade (minha cara!) em Santana (nossa, do lado de casa!) pra ganhar de quinhentos a novecentos reais (tudo bem vai, eu estudei pra isso mesmo) e escrever textos sobre o mercado imobiliário (2 dormitórios com 72 m² de área útil, próximo ao metrô, no coração de São Paulo). UAU! Preciso dizer que os parenteses são irônicos?
Fiz pavê de bolacha champagne outro dia e ficou delicioso, digno de caixa alta: DELICIOSO! Estou descobrindo o prazer de cozinhar, é muito terapêutico. Misturamos claras e açúcar e vira chantilly! Isso é maravilhoso!
To mais animadinha... bem, aquela coisa, altos e baixos... mas tenho seguido o conselho de uma amiga. Ela disse pra eu olhar dentro de mim. Tenho olhado e acho que estou paquerando minha alma ;)
O ser humano pode ser cruel, mas ainda prefiro acreditar que ele pode ser muito bom, talentoso e querer o bem. Tipo Michael, Mandela... tipo várias pessoas que estão a nossa volta. Chega. Tá ficando muito Pollyana e esse definitavemnte não é meu estilo.
Ah, só mais isso! Genteeee, Israel atacou o navio com ativistas que levavam ajuda para a Faixa de Gaza. Nossa, não sei o que dizer, sério. Fica difícil ser otimista desse jeito. Qualquer coisa que eu fale vai ser eufemismo.
Vou tomar meu chá. Beijo, tchau.